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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Sai hoje o resultado da balança comercial em 2009


Brasília - O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, divulgar os dados da balança comercial brasileira 2009 Foto: José Cruz/ABr

Brasília - O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulga hoje (4), às 11h, na internet (www.mdic.gov.br), o resultado prévio da balança comercial brasileira em 2009. Às 15h30, no mesmo endereço eletrônico, serão apresentadas informações mais completas sobre as operações de comércio exterior realizadas no ano.

Também às 15h30, o secretário de Comércio Exterior do ministério, Welber Barral, dá entrevista coletiva para comentar o desempenho das exportações e importações brasileiras ao longo de 2009. As informações sobre as operações de exportação e importação realizadas no período de 21 a 31 de dezembro (quarta e quinta semanas do mês) também serão divulgadas hoje (4).



Edição: Graça Adjuto
Da Agência Brasil

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Verão será mais chuvoso nas regiões Sul e Sudeste por causa do El Niño



Brasília - O verão no Brasil será mais chuvoso nas regiões Sul e Sudeste por causa do El Niño, fenômeno climático ocasionado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que continuará no período de janeiro a março de 2010.

Além da maior parte do Sudeste (com exceção do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo) e toda a Região Sul, o volume de chuvas ficará acima do normal no sul de Goiás e em Mato Grosso do Sul. No norte do Amazonas e do Pará e no centro do Maranhão até a Paraíba choverá menos, segundo as previsões climáticas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No restante do país, as chuvas ficarão dentro do normal.

No município de Capivari, no interior de São Paulo, pelo menos 3,5 mil pessoas estão desabrigadas por causa das fortes chuvas desde domingo (27).

De acordo com o meteorologista do grupo de previsão climática do Inpe, José Fernando Pesquero, no verão passado, o cenário era diferente - mais chuvas no Norte e Nordeste e seca no Sul -,devido aos efeitos do fenômeno La Niña, contrário ao El Niño. Conforme Pesquero, o El Niño deve perder força em meados do ano que vem.

Neste verão, iniciado no último dia 21, as temperaturas também serão mais altas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, ultrapassando a média normal de 30 a 32 graus Celsius (°C), e no Sudeste, acima de 26 a 28°C , segundo o meteorologista. No Sul, a temperatura deve ficar próxima da variação normal, de 24 a 26°C.



Edição: Aécio Amado
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Índice que reajusta aluguéis tem este ano primeira deflação da história


Foto deV@lita -


São Paulo - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) e que serve de base para os reajustes de contratos de aluguel, teve deflação de 0,26% em dezembro. No mês passado, a taxa havia sido de 0,10%. Segundo o levantamento divulgado hoje (29) pela FGV, no acumulado do ano o índice apresenta queda de 1,72%. Essa é a primeira deflação anual desde o início da série histórica, em 1989.

O resultado de dezembro foi influenciado pela queda no Índice de Preços por Atacado (IPA), uma das três variáveis que compõem o IGP-M. O IPA ficou em -0,50%, influenciado principalmente pelos bens finais (-0,73%). A maior contribuição partiu dos alimentos in natura com variação de -6,15%, ante 4,50%.

Os bens intermediários apresentaram deflação de 0,22%, ante -0,18%. A taxa relativa a matérias-primas brutas caiu de 0,05% para -0,66%. As principais reduções nesse grupo foram verificadas no milho em grão, cujo índice passou de 5,22% para -3,38%; na cana-de-açúcar (de 4,36% para 0,71%); e nos suínos (de 4,61% para -3,48%).

No período, houve alta dos preços de café em grão (de -2,63% para 3,69%), das aves (de -0,91% para 2,00%) e do leite in natura (de -6,78% para -5,26%).

Outro componente do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,20%, ante 0,14%, em novembro. Dos sete grupos de despesas, cinco tiveram acréscimos, com destaque para alimentação, cuja taxa passou de -0,11% para 0,05%. As frutas, que tinham caído 1,53%, tiveram variação de 3,92%. Os laticínios continuaram a apresentar deflação, porém, em ritmo que indica recuperação de preços (de -3,47% para -2,23%).

Em despesas diversas, a taxa subiu de -0,23% para 0,20%; em vestuário, de 0,63% para 0,95%; em educação, leitura e recreação, de 0,27% para 0,32%; e em saúde e cuidados pessoais, de 0,12% para 0,13%. No sentido oposto, houve decréscimo em transportes (de 0,38% para 0,22%), influenciado pelo álcool combustível, que apresentou taxa de 1,67%, ante 6,09%, e em habitação, cujo índice passou de 0,24% para 0,21%. Neste caso, o percentual foi inferior por causa da tarifa de telefone móvel ou celular, que apresentou variação de 0,05%, ante 1,33%.

Último componente do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,20%, um pouco acima da registrada em novembro (0,18%). Essa elevação foi puxada pelos materiais e equipamentos, com variação de 0,21%, ante 0,08%. No grupo serviços, a taxa passou de 0,44% para 0,33% e em mão de obra, de 0,21% para 0,16%.



Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

Edição: Juliana Andrade

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Amazônia perdeu 75 quilômetros quadrados de floresta em novembro, revela Imazon



Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O desmatamento da Amazônia em novembro atingiu pelo menos 75 quilômetros quadrados (km²) de floresta, de acordo com o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Em relação a novembro de 2008, quando a derrubada foi de 61 km², houve aumento de 21%.

No acumulado de agosto a novembro – os quatro primeiros meses do calendário oficial do desmatamento – a devastação já soma 757 km², 29% maior que no mesmo período do ano passado, quando o acumulado foi de 586 km². O dado confirma a tendência de crescimento do desmate na Amazônia registrada pelo Imazon em outubro.

Os números divulgados hoje (22) mostram que em novembro o Pará foi responsável por 69% do desmatamento, com 51 km². O Amazonas aparece em segundo lugar, com 8 km² (11% do total) de novas áreas desmatadas, seguido por Mato Grosso, com 5 km² (6% do total registrado no período).

O levantamento também destaca as áreas de florestas degradadas, ainda em processo de desmate, que em novembro somaram 29 km². Por causa da cobertura de nuvens, foi possível observar 68% da região. “A região não mapeada corresponde a grande parte do Amapá (76% do Estado) e 51% do Acre”, de acordo com o relatório.

A estimativa do Imazon é paralela aos números oficiais de alerta de desmatamento, calculados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), que só deve divulgar os dados de novembro no próximo ano.

Há um mês, o Inpe anunciou a taxa anual de desmatamento da Amazônia Legal, medida de agosto de 2008 a julho de 2009, quando a floresta perdeu 7.008 km², menor resultado dos últimos 21 anos.



Edição: Tereza Barbosa

Desemprego cai em seis regiões metropolitanas


Foto: Antonio Cruz/ABr

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - A taxa de desemprego passou de 13,7% em outubro para 13,2% em novembro, de acordo com a Pesquisa Emprego e Desemprego (PED), realizada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos (Dieese) e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

Segundo a pesquisa, realizada nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal, o contingente de desempregados caiu para 2.667 mil pessoas, 89 mil a menos do que no mês anterior.

O nível de ocupação cresceu 0,7%, com a criação de 129 mil vagas, número maior do que a entrada de 41 mil pessoas no mercado de trabalho. De acordo com os dados, o total de ocupados nas seis regiões foi estimado em 17.515 mil pessoas e a População Economicamente Ativa, em 20.182 mil.

Em Recife, o nível de ocupação aumentou 2,6%, em Salvador 1,1%, Belo Horizonte 0,9% e em São Paulo. Permaneceu estável no Distrito Federal (0,2%) e em Porto Alegre (-0,1%).

Nos setores da indústria houve crescimento de 50 mil postos de trabalho, ou 2%, no setor de serviços, 44 mil, ou 0,5% e no comércio, 34 mil, ou 1,2%. Houve estabilidade na construção civil, com 3 mil novas vagas, ou 0,3%, e no agregado outros setores, houve queda de 2 mil postos, ou -0,1%.



Edição: Tereza Barbosa

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Conjunto das capitais brasileiras respondeu por 34,4% da renda do país em 2007


Foto: Marcello Casal JR/ABr


Thaís Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Em 2007, o conjunto das capitais brasileiras respondeu por 34,4% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de riquezas produzidas no país). A Região Sudeste foi responsável pela maior fatia (19,4%) e a Norte, pela menor (2,4%). São Paulo ocupou a primeira posição dentre as capitais que mais contrinuíram para a renda nacional, com (12,0%), enquanto Palmas, capital do Tocantins, o último lugar (0,1%).


Os dados do Produto Interno Bruto dos Municípios foram divulgados hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, que traz informações relativas à geração de renda nos 5.565 municípios no período entre 2003 e 2007, revela que continua alto o grau de dependência da economia dos estados em suas respectivas capitais, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

De acordo com o estudo, Santa Catarina era o estado mais autônomo, tendo sua capital contribuído, em toda o período analisado, com aproximadamente 7% do PIB estadual, enquanto o Amazonas era o mais dependente. Manaus contribuiu com mais de 81,9% para o PIB do estado.

O documento destaca, ainda, o fato de no Rio de Janeiro, com o desenvolvimento do Norte Fluminense, ter sido observada a redução da dependência econômica na capital. Em 2003, ela representava 50,9% de toda a geração de renda do estado. Em 2007, passou a contribuir com 47%.



Edição: Tereza Barbosa

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Senado aprova adesão da Venezuela ao Mercosul

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Brasília - Ordem do dia para votação o projeto de decreto legislativo (PDS 430/09) que ratifica o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul, no plenário do Senado Foto: José Cruz/ABr


Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Por 35 votos a favor e 27 votos contrários, o Senado aprovou hoje (15) o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. A questão provocou uma disputa entre a oposição e a base governista. Os oposicionistas não admitiam a entrada de um país sob "um regime autoritário" comandado pelo presidente Hugo Chávez. Já os governistas destacaram a necessidade do intercâmbio comercial com o país vizinho e procuraram desvincular a Venezuela do seu presidente.

Com a aprovação do Senado, a adesão será promulgada pelo Presidente da República. No entanto, mesmo com a aprovação do protocolo, a entrada da Venezuela no Mercosul ainda não está garantida. Ainda falta a aprovação do Paraguai, que adiou para 2010 a discussão sobre o assunto. O presidente paraguaio Fernando Lugo, sem apoio no Congresso, preferiu adiar o debate.

O proposta foi aprovada no final de outubro pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, e desde então estava pronta para ir ao Plenário. Na comissão, o voto em separado do senador Romero Jucá (PMDB-RR), favorável à adesão, venceu o do relator, Tasso Jereissati (PSDB-CE), contrário à entrada da Venezuela no bloco comercial.
Na semana passada, houve mais de seis horas de discussão acirrada em plenário, mas a votação acabou adiada devido a um acordo entre lideranças governistas que não conseguiram segurança para aprovar a proposta. Hoje, na sessão que seria destinada apenas a votação da matéria, as discussões consumiram quase três horas.
Ao encaminhar a votação, o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP) destacou que não se queria a aprovação do governo Chávez e sim do país. “Chávez vai morrer um dia. E eu não estou fazendo acordo aqui com Hugo Chávez, eu estou fazendo com o povo da Venezuela. Hugo Chávez é “morrível”! Ele vai morrer em algum momento. Entendeu? Não adianta chegar aqui, a oposição subir, falar em ideologia, falar em governo, falar em ditadura”, disse o líder.

Mercadante questionou os argumentos apresentados pela oposição. “Em nome de quem eles [senadores da oposição] falam? Da oposição venezuelana? Mas a própria oposição venezuelana pediu ao Senado que aprovasse a entrada da Venezuela no Mercosul que considera um caminho para a causa da democracia. Esse foi o pedido feito ao Senado pelo prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, quando esteve aqui no Senado”, lembrou o líder petista.

Petista de Roraima, estado que faz fronteira com o país vizinho, o senador Augusto Botelho destacou a necessidade de uma integração maior entre Brasil e Venezuela, como forma de desenvolver a economia e a estrutura do seu próprio estado. “Não podemos fazer isso [impedir a entrada da Venezuela no Mercosul] com o povo do meu estado e com o povo venezuelano. 80% do que eles comem lá é importado. Nossa energia em Roraima vem toda da Venezuela e também existe uma proposta de integração do nosso sistema elétrico com o sistema da Venezuela. Os ônibus que circulam na Venezula também são produzidos no Brasil. Sou contra a ditadura de Chávez, acho que Chávez está cerceando a liberdade, mas o povo não pode ser prejudicado”, disse o senador.

Já o tucano Papaléo Paes (AP) destacou que a adesão da Venezuela poderia prejudicar negócios já fechados pelo Mercosul. “Trata-se de um tiro, não no pé, mas no coração do Mercosul”, disse o senador. “Antes, Chávez falava do socialismo de maneira vaga. Agora está falando de comunismo na Venezuela. Ele considera o livre comércio uma exploração dos povos. Ele propõe o escambo, como o que ele hoje faz com Cuba, mandando petróleo para lá e recebendo médicos. Logo agora que há uma retomada do Mercosul em negociações com a União Europeia. O Mercosul negociou um acordo, embora limitado,com Israel, país com que Chávez não admite ligações”, exemplificou o senador Papaléo.

O senador Marconi Perillo (PSDB-GO) também demonstrou preocupação com a influência do mandatário venezuelano no bloco comercial. “Chávez não aposta em acordo. Ele aposta nas rupturas. Por respeitar direitos humanos, voto contra a entrada desse país no Mercosul”, destacou.

A tucana Marisa Serrano (MS) ponderou que o presidente venezuelano acusaria problemas ao Mercosul ao usufruir do poder de veto nas negociações comerciais, prerrogativa conferida aos países membros. “Como imaginar um coronel Hugo Chávez em uma mesa de negociações? Como imaginar o Chávez com poder de veto sobre as negociações? Sabemos que se um dos membros do Mercosul for contra, qualquer negociação é invalidada”, questionou a senadora.

Edição: Rivadavia Severo


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Enchentes em SP são resultado de modelo antiquado de drenagem, dizem especialistas



Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil


São Paulo - As enchentes na cidade de São Paulo, ocorridas nos meses de maior quantidade de chuvas, são resultado de um modelo antiquado de drenagem das águas, de urbanização e de ocupação inadequadas das várzeas dos rios. A opinião é de dois especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

Segundo o arquiteto e professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Pellegrino, a cidade está insistindo na utilização de um modelo de concentração e transferência de águas muito concentrador e acelerador, o que impossibilita a infiltração no solo. “Você cria uma situação de concentrar o fluxo das águas das chuvas e quer conduzir toda essa água por superfícies impermeáveis até um ponto final. Quando chega lá embaixo, é um dilúvio. Esse é o modelo antigo, que você tinha no século passado”, afirmou.

De acordo com Pelllegrino, outras cidades do mundo já estão agindo no sentido de trazer os córregos para o seu leito original e refazer as áreas naturais ou verdes a fim de facilitar o escoamento e a absorção da água pelo solo. “Juntamente com o propósito de você ir reduzindo a quantidade de água que corre rapidamente para o fundo do vale”, analisou.

O arquiteto e urbanista do Instituto Polis, Kazuo Nakano, explica que o problema está centrado no modelo de urbanização e ocupação inadequados das várzeas dos rios. “O Tietê, o Pinheiros e o Tamanduatei eram rios de meandro [com curvas acentuadas]. A gente pegou um rio que era todo curvilíneo, canalizou em uma linha reta. Transformou um rio de meandro em um canal, e urbanizou as margens desse rio”, disse.

Com o modelo aplicado, as águas das chuvas passam a escoar pelos rios com maior velocidade, o que não possibilita a absorção pelo solo. “A gente acelerou a velocidade dessas águas. Quando chove, a água escorre muito rápido por esses canais e, como está tudo impermeabilizado, a terra não absorve. E aí inunda”, afirmou.

A solução apontada pelo urbanista é corrigir gradativamente a ocupação das proximidades dos rios e liberar espaço para o solo absorver as águas. “A gente vai ter que ir reformulando o jeito de ocupar as margens desses rios e córregos, lugar por lugar, onde der para implantar um parque linear, onde der para a gente liberar o solo para fazer ele respirar, para fazer ele entrar no círculo das águas das chuvas. Essa vai ser a nossa única solução no longo prazo”.

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências de SP (CGE), ontem (8), choveu 75,8 milímetros (mm) em média na cidade, o equivalente a 37,7% da média prevista para dezembro, que é de 201,0mm. Decorridos apenas oito dias do início do mês, São Paulo já registrava um acumulado médio de 143,1mm, que reflete em 71,2% da média para o mês.

Desde a fundação do CGE, em 1999, o maior volume de chuvas foi registrado em 24 de maio de 2005, com 76,2mm. O índice desta terça-feira (8) passa a ser o segundo maior nos últimos 10 anos.

O governador do estado, José Serra, reafirmou hoje (9) que houve falhas no sistema de drenagem da Usina de Traição, que regula a vazão das águas do Rio Pinheiros. “O equipamento não funcionou quando foi acionado. Mas mesmo que tivesse, sem dúvida haveria enchentes por causa do grande volume das chuvas".




Edição: Aécio Amado

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Em comunicado, Mercosul e Venezuela desconsideram eleições hondurenhas

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Montevidéu (Uruguai) - Presidente Lula durante a 38ª Reunião do Conselho do Mercado Comum e Cúpula dos Presidentes do Mercosul Foto: Ricardo Stuckert/PR




Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Montevidéu (Uruguai) - Os presidentes de países do Mercosul e da Venezuela divulgaram há pouco, na 38ª Cúpula do Mercosul, um comunicado conjunto desconsiderando as eleições presidenciais de Honduras, ocorridas no final de novembro.

No documento, lido pelo presidente uruguaio Tabaré Vásquez, os países também condenam a retirada de Manuel Zelaya do poder e as "graves violações dos direitos humanos e liberdades fundamentais do povo hondurenho”, decorrentes do golpe.

“Ante a não restituição do presidente José Manuel Zelaya ao cargo para o qual foi democraticamente eleito, [os presidentes] manifestam o total e pleno desconhecimento das eleições do dia 29 de novembro, as quais foram desenvolvidas em um ambiente de inconstitucionalidade, ilegitimidade e ilegalidade, constituindo um duro golpe aos valores democráticos da América Latina e do Caribe”, diz o comunicado.

Edição: Talita Cavalcante

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domingo, 6 de dezembro de 2009

Energia Eólica: O Meio Ambiente precisa de Energia Limpa


Denomina-se energia eólica a energia cinética contida nas massas de ar em movimento (vento). Seu aproveitamento ocorre por meio da
conversão da energia cinética de translação em energia cinética de rotação, com o emprego de turbinas eólicas, também denominadas
aerogeradores, para a geração de eletricidade, ou cataventos (e moinhos), para trabalhos mecânicos como bombeamento d’água.
Assim como a energia hidráulica, a energia eólica é utilizada há milhares de anos com as mesmas finalidades, a saber: bombea-
mento de água, moagem de grãos e outras aplicações que envolvem energia mecânica. Para a geração de eletricidade, as pri-
meiras tentativas surgiram no final do século XIX, mas somente um século depois, com a crise internacional do petróleo (década
de 1970), é que houve interesse e investimentos suficientes para viabilizar o desenvolvimento e aplicação de equipamentos em
escala comercial.
A primeira turbina eólica comercial ligada à rede elétrica pública foi instalada em 1976, na Dinamarca. Atualmente, existem mais
de 30 mil turbinas eólicas em operação no mundo. Em 1991, a Associação Européia de Energia Eólica estabeleceu como metas a
instalação de 4.000 MW de energia eólica na Europa até o ano 2000 e 11.500 MW até o ano 2005. Essas e outras metas estão
sendo cumpridas muito antes do esperado (4.000 MW em 1996, 11.500 MW em 2001). As metas atuais são de 40.000 MW na
Europa até 2010. Nos Estados Unidos, o parque eólico existente é da ordem de 4.600 MW instalados e com um crescimento anual
em torno de 10%. Estima-se que em 2020 o mundo terá 12% da energia gerada pelo vento, com uma capacidade instalada de
mais de 1.200GW (WINDPOWER; EWEA; GREENPEACE, 2003; WIND FORCE, 2003).
Recentes desenvolvimentos tecnológicos (sistemas avançados de transmissão, melhor aerodinâmica, estratégias de controle e operação das
turbinas etc.) têm reduzido custos e melhorado o desempenho e a confiabilidade dos equipamentos. O custo dos equipamentos, que era
um dos principais entraves ao aproveitamento comercial da energia eólica, reduziu-se significativamente nas últimas duas décadas. Proje-
tos eólicos em 2002, utilizando modernas turbinas eólicas em condições favoráveis, apresentaram custos na ordem de 820/kW instala-
do e produção de energia a 4 cents/kWh (EWEA; GREENPEACE, 2003).

6.2.DISPONIBILIDADE DE RECURSOS
A avaliação do potencial eólico de uma região requer trabalhos sistemá-
ticos de coleta e análise de dados sobre a velocidade e o regime de ven-
tos. Geralmente, uma avaliação rigorosa requer levantamentos
específicos, mas dados coletados em aeroportos, estações meteorológi-
cas e outras aplicações similares podem fornecer uma primeira estimati-
va do potencial bruto ou teórico de aproveitamento da energia eólica.
Para que a energia eólica seja considerada tecnicamente aproveitável, é
necessário que sua densidade seja maior ou igual a 500 W/m2
, a uma
altura de 50 m, o que requer uma velocidade mínima do vento de 7 a
8 m/s (GRUBB; MEYER, 1993). Segundo a Organização Mundial de Me-
teorologia, em apenas 13% da superfície terrestre o vento apresenta
velocidade média igual ou superior a 7 m/s, a uma altura de 50 m. Essa
proporção varia muito entre regiões e continentes, chegando a 32% na
Europa Ocidental, como indicado na Tabela 6.1.
Mesmo assim, estima-se que o potencial eólico bruto mundial seja da or-
dem de 500.000 TWh por ano. Devido, porém, a restrições socioambien-
tais
(18)
, apenas 53.000 TWh (cerca de 10%) são considerados tecnicamente
aproveitáveis (Tabela 6.2). Ainda assim, esse potencial líquido corresponde
a cerca de quatro vezes o consumo mundial de eletricidade.
No Brasil, os primeiros anemógrafos computadorizados e sensores espe-
ciais para energia eólica foram instalados no Ceará e em Fernando de
Noronha (PE), no início dos anos 1990. Os resultados dessas medições
possibilitaram a determinação do potencial eólico local e a instalação das
primeiras turbinas eólicas do Brasil.

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sábado, 5 de dezembro de 2009

Projeto de transformação de lixo em energia pode ser estendido a todo o país

Usinaverde pode transformar lixo em energia elétrica
(Foto: Reprodução/FN)


Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Pesquisadores da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) querem aumentar a eficiência energética da Usina Verde, que funciona desde 2004 na Ilha do Fundão, na zona norte da cidade. O objetivo é ampliar a capacidade de produção de energia da usina.

O projeto, da iniciativa privada, teve a parte de tecnologia aprimorada pela Coppe e trabalha com a incineração de lixo urbano, destruindo os gases causadores de efeito estufa na atmosfera, além de transformar em energia quase todos os resíduos sólidos recebidos. O pesquisador Luciano Basto, do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG) da Coppe, coordenador do projeto Usina Verde, disse à Agência Brasil que a ideia é “tentar aumentar a escala e ajudar que se torne uma realidade no Brasil”.

Ele informou que a Usina Verde já faz isso em pequena escala. O sistema, porém, está capacitado para gerar o dobro de energia atual que é usada para autoconsumo. Com as 30 toneladas de lixo tratado que recebe por dia, provenientes do aterro sanitário da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) no Caju, a Usina Verde tem potência de 440 quilowatts (kW). Se funcionasse em tempo integral, isso representaria cerca de 3.500 megawatts/hora (MWh) por ano, o que seria suficiente para abastecer 1.500 residências.

Luciano Basto salientou que esse é um projeto piloto. Uma unidade comercial teria cinco vezes esse tamanho. Estimou que para 150 toneladas/dia de resíduos sólidos, poderia ser gerada energia suficiente para abastecer 8 mil residências.

Segundo o pesquisador, a ideia do grupo privado que administra a usina é desenvolver tecnologia para ser comercializada. A Coppe auxilia no processo. Esse tipo de unidade trabalha com três receitas: tratamento de lixo, comercialização de energia elétrica e térmica e créditos de carbono.

Nos últimos seis meses, a Usina Verde passou por uma auditoria do Bureau Veritas, escritório internacional de certificação, para se habilitar a receber créditos de carbono, isto é, bônus negociáveis em troca da não poluição do meio ambiente. Basto informou que durante esse período, a usina comprovou a redução de 2 mil toneladas de emissões de gás carbônico das 30 toneladas de lixo recebidas por dia. Isso dá uma média de meia tonelada de gás carbônico por tonelada de lixo tratado.

“Significa dizer que qualquer usina que venha a ser instalada pode pleitear créditos [de carbono]”. Basto lembrou que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, definiu metas para redução das emissões na cidade, destacando transporte e lixo como áreas importantes de trabalho com essa finalidade. “Tratar o lixo, gerando eletricidade é uma forma de resolver três fontes de mitigação. Uma delas é o lixo. A outra é a queima de combustíveis fósseis para gerar eletricidade e a terceira é o diesel que se consome para transportar o lixo até os aterros”.

A Coppe presta assessoramento técnico a qualquer grupo privado que queira implementar usinas para incineração de lixo e transformação em energia, utilizando tecnologia limpa. O pesquisador destacou que existem mais de mil usinas desse tipo funcionando em todo o mundo. “Para se ter uma ideia, a geração elétrica a partir do lixo, em 2006, foi equivalente ao consumo de eletricidade pelo setor residencial brasileiro em 2007”.

Naquele ano, o consumo das famílias no Brasil atingiu 90 milhões de MWh. Basto explicou que a energia gerada a partir do lixo representa entre 3% e 4% das matrizes nacionais. “Mas todo o lixo que foi utilizado para gerar eletricidade no mundo em 2006 equivaleu ao que as residências brasileiras consumiram em 2007, o que é algo significativo”.

Luciano Basto espera que até o terceiro trimestre de 2010, o Centro Tecnológico da Coppe conclua o sistema de aumento de eficiência da Usina Verde, visando ao melhor aproveitamento do calor gerado, com menos investimentos. “Dispor de muito mais eletricidade. Então, passa a haver mais receita”, afirmou.



Edição: Graça Adjuto

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

IBGE divulga hoje números de 2008 sobre expectativa de vida e mortalidade no país


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr


Da Agência Brasil


Brasília - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga hoje (1º) as Tábuas Completas de Mortalidade referentes a 2008, com informações sobre a esperança de vida ao nascer, a fecundidade, a natalidade e a mortalidade (infantil, inclusive) dos brasileiros.

Para alguns indicadores, há séries históricas desde a década de 50 do século passado e projeções até 2050. Também será analisado o período compreendido entre 1998 e 2008, durante o qual vem ocorrendo a divulgação das tábuas de mortalidade do IBGE. A entrevista será no auditório do IBGE, no Rio, às 10h.



Edição: Tereza Barbosa

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Feira Camponesa percorre bairros de Maceió e municípios alagoanos


Salvador Lyra recebe nos próximos dias 19 e 20 os produtos agrícolas produzidos nos assentamentos agrários; em seguida será a vez de Maragogi e Japaratinga

Helciane Angélica


A Comissão Pastoral da Terra (CPT) mais uma vez inova com a ação itinerante da Feira Camponesa em diversos bairros de Maceió. O governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) apoia a realização, que é uma das mais importantes feiras agrárias do Estado e se destaca pela organização, infraestrutura e capacitação oferecida para os trabalhadores rurais.

Com o lema Plantar, Colher e Repartir, o objetivo da feira é evidenciar a cultura camponesa a fim de promover a integração entre as famílias e a população urbana. O primeiro bairro que sediará a feira é o Salvador Lyra, nos dias 19 e 20 de novembro, em frente à Igreja São Paulo Apóstolo, das 6h às 20h.

No local, estarão 15 feirantes, que irão comercializar alimentos de qualidade, livres de agrotóxicos e com preços acessíveis. Os moradores poderão comprar feijão, macaxeira, banana, laranja, mel do sertão, rapadura, inhame, abacaxi e verduras em geral. Eles também terão acesso à casa de farinha, e as delícias que são produzidas de forma artesanal, como: beiju, tapioca, pé de moleque e a própria farinha, quentinha na hora.

O Instituto de Terras de Alagoas (Iteral) também contribui para o desenvolvimento do projeto, e nesta edição especial entregará nesta quinta-feira (19), às 15h, quatro kits de irrigação compostos por uma bomba e canos para assentados que se destacam pela sua produtividade agrícola.

A ação faz parte da comemoração aos 25 anos da CPT em Alagoas e também servirá para divulgar a 22ª Romaria da Terra e das Águas, que acontecerá no dia 29 de novembro, às 8h, no Salvador Lyra. Os romeiros e romeiras que irão prestigiar a santa missa e as apresentações artísticas, seguem em caminhada até o assentamento Vida para Cristo no bairro do Benedito Bentes - o tema deste ano é: “Do Êxodo rural à periferia da capital”.

Japaratinga — Nesta sexta-feira (20) será oficialmente lançada a Feira Camponesa na cidade de Japaratinga, localizada no Litoral Norte de Alagoas. As barracas ficarão na praça das Candeias, em frente à Igreja Matriz, das 16h às 20h.

A atividade recebe total apoio da Prefeitura local, e contará com a participação dos trabalhadores rurais que moram no acampamento Tauá, localizado no município; do assentamento Margarida Alves, em Maragogi e de feirantes de outras localidades.

Macaxeira, coco, banana, goma de mandioca e farinha estarão sendo vendidos. Essa feira na região do litoral Norte, tem como objetivo constituir uma feira semanal, sempre nas sextas-feiras, para beneficiar diretamente a produção agrícola dos pequenos agricultores.

Fonte:Agência Alagoas

domingo, 15 de novembro de 2009

África quer desenvolver agricultura na Savana com cooperação do Brasil



Amanda Cieglinski
Enviada Especial

Roma (Itália) - Os 35 acordos de cooperação entre o Brasil e nações africanas na área de produção de alimentos foram discutidos hoje (15) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre outros representes do governo brasileiro e de 11 países da África. O mais recente deles vai transferir tecnologia para o desenvolvimento da agricultura em Moçambique.

Como o Cerrado brasileiro e a Savana africana têm condições geográficas semelhantes, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) acredita que, com a tecnologia do Brasil, Moçambique pode também produzir algodão, soja, milho e outros produtos. Hoje o país africano importa a maioria dos alimentos que consome.

O acordo pode ser ainda uma boa oportunidade para a indústria brasileira, já que as empresas nacionais acumulam grande experiência na produção de alimentos do Cerrado.” A África tem um problema muito sério, passou por um período de guerra muito sério, é muito atingida por problemas meteorológicos, as secas e enchentes são muito violentas. Eles não tem infraestrutura, espaços de armazenamento, estradas”, explicou o presidente da Embrapa, Antonio Arrais.

Ele não acredita que o desenvolvimento da agricultura da Savana africana traga problemas para o mercado brasileiro em função da competitividade. “A demanda por alimentos no mundo vai crescer muito”, defendeu. Segundo Arrais, enquanto o Brasil entra com a transferência da tecnologia, há interesse do governo do Japão em investir no projeto. Os recursos seriam de cerca de US$ 300 milhões em dez anos.

Edição: Juliana Andrade

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Inflação para baixa renda fecha outubro com o menor percentual do ano


Foto: Antonio Cruz/ABr


Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A inflação para as famílias que ganham até dois salários mínimos atingiu a taxa mais baixa do ano , com queda de 0,18% em outubro. Os dados são da Fundação Getulio Vargas (FGV), que divulgou hoje (12), o Índice de Preços ao Consumidor Classe 1 (IPC-C1).

De janeiro a outubro, o IPC-C1 acumula alta de 3,28%, abaixo da inflação calculada para todas as famílias pelo IPC-BR (3,42%). No 12 meses encerrados em outubro (índice anualizado), a taxa chegou a 4,26%, menor que a do IPC-BR (4,55%).

A deflação reflete a queda de 0,87% das despesas com os alimentos, com os quais as famílias com renda entre um de 2,5 salários mínimos comprometem 40% do orçamento. A taxa é a menor desde setembro de 2008, quando o indicador marcou deflação de 1,65%.

De setembro para outubro ficaram mais baratas as frutas (de 4,97% para -6,53%), o açúcar cristal (de 7% para -0,08%), além de aves e ovos (de -0,36% para -2,02%), exercendo as principais pressões para queda da inflação no grupo alimentos.

As famílias também economizaram com o aumento menor dos preços de vestuário (de 0,85% para 0,19%) e habitação (de 0,61% para 0,56%), puxada pela redução nas despesas com gás de botijão (2,88% para 1,34%); além da redução de despesas com produtos do grupo de despesas diversas (de 0,26% para -0,41%).

Pressionaram o IPC-C1 as despesas com saúde e cuidados pessoais (de -025% para 0,06%), educação, leitura e recreação ( 0,06% para 0,46%), puxadas pelo avanço de preços de shows musicais (de 1,32% para 8,16%), além de transportes, que avançou 0,01 ponto percentual, refletindo alta da gasolina de 0,49% para 1,81%.



Edição: Tereza Barbosa

terça-feira, 10 de novembro de 2009

BNDES aprova financiamento de R$ 258,5 milhões para geração de energia eólica




Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou hoje (10) a aprovação de financiamento no valor de R$ 258,5 milhões para a construção de quatro parques geradores de energia eólica (ventos) no estado do Ceará, na Região Nordeste.


Quando concluídos, eles terão capacidade geradora de 155 megawatts. Os parques serão instalados nos municípios de Aracati e São Gonçalo do Amarante. A contrapartida da Bons Ventos Energia, empresa beneficiária do financiamento, será de R$ 754,4 milhões.

Os projetos integram o Proinfa, o programa do governo federal de incentivo a investimentos em fontes alternativas que assegura contrato de compra e venda de energia com a Eletrobrás por um prazo de 20 anos.

Com o financiamento anunciado hoje, o BNDES já aprovou sete projetos que representam investimentos de R$ 2,2 bilhões, dos quais R$ 1,2 bilhão de recuros do banco.Os empreendimentos estão incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e vão gerar cerca de 700 empregos diretos.

Um dos quatro parques da Bons Ventos, em São Gonçalo do Amarante, já está em operação e os demais devem ser inaugurados até fevereiro de 2010.


Edição: Aécio Amado

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ipea analisa mudança na estrutura social brasileira


Foto: Elza Fiúza/ABr


Da Agência Brasil

São Paulo - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta hoje (5) a quarta análise da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008. O estudo Trajetória Recente da Mudança na Identidade e na Estrutura Social Brasileira será detalhado pelo presidente do Instituto, Marcio Pochmann, no Escritório da Presidência da República em São Paulo, na Avenida Paulista. A apresentação começa às 10h30.

O texto é dividido em três seções - a primeira trata da mudança recente na identidade social brasileira, a segunda refere-se às principais características da ascensão social dos brasileiros durante a primeira década do século 21 e a terceira descreve as transformações na estrutura social nos últimos dez anos no país.

O Ipea já divulgou três análises sobre os dados da Pnad 2008. Elas abordaram os temas educação, gênero, migração, previdência, mercado de trabalho, tendências demográficas, desigualdade de renda, evolução da pobreza e da desigualdade e condições de vida.



Edição: Graça Adjuto

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Faltam 23 dias para a inauguração do Shopping Pátio MaceióS




Faltam 23 dias para o Shopping Pátio Maceió ser inaugurado. Um grupo de profissionais de varias áreas concentram esforços para deixar tudo em perfeito funcionamento, Em breve toda a população de maceió, contará com mais um empreendimento comercial de alto nível localizado na parte alta da cidade, localidade esta que vem consolidando sua tendência como a melhor área para investimento urbano nesta capital, com isso construtoras e empresas deslocaram seus investimentos para essa região, que compreende toda a serraria, cidade universitária a região do salvador lyra e todas as adjacências.


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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Eleição de 2010 não mudará hegemonia do agronegócio, bancos e indústria, diz Werneck Vianna




Gilberto Costa*
Enviado Especial

Caxambu (MG) - A um ano das eleições presidenciais de 2010, o sociólogo Luiz Werneck Vianna, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), não vê grandes diferenças entre os projetos dos principais pré-candidatos que estão se apresentando para a disputa. Para ele, não há muitas razões para se esperar de mudanças profundas a partir de 2011.

Considerado um dos principais analistas políticos no meio acadêmico do Brasil, Werneck fez a abertura nesta semana da reunião anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), que ocorre em Caxambu (MG). Em seguida, concedeu uma entrevista exclusiva à Agência Brasil.

Agência Brasil: Qual será a agenda política da campanha eleitoral e dos próximos anos?
Luiz Werneck Vianna: O tema do desenvolvimento será uma questão forte. A mobilização do Estado como indutor desse desenvolvimento certamente será discutida por Dilma [Rousseff], [José] Serra e Ciro [Gomes], mas não deverá ser discutida na agenda de Marina [Silva]. Isso não é um tema de Marina. Ela é uma candidatura interessantem, pode vir a crescer, provavelmente não terá condições de vitória, mas poderá interferir na agenda dos outros. A sua presença na disputa faz com que já pese mais a questão ambiental. Com ela, o tema da ética na política aparece com mais força e isso deve contaminar também a agenda dos candidatos. A candidatura de Marina, mesmo que não esteja destinada a cumprir uma trajetória brilhante, irá exercer uma certa influência sobre as demais. Quanto ao Ciro, é difícil falar. Sobretudo é difícil diferenciar o Ciro das candidaturas da Dilma e do Serra. Os três têm o perfil muito semelhante. Serra e Dilma ainda mais semelhante. São executivos, pessoas treinadas na administração, vocacionadas para esse tipo de mando. O território deles não é propriamente o da política e das eleições, como o de Lula é. O presidente é um animal político, assim como Fernando Henrique Cardoso também é. Mas esse não é o caso nem da Dilma nem do Serra, que construíram suas pré-candidaturas como bons administradores. A eleição vai ser uma obra de químicos especializados em campanhas.

ABr: Vai ser uma campanha sisuda e menos emocional?
Werneck Vianna: Acho que sim. A entrada da Marina e do Ciro atenua um pouco isso. Só com Serra e Dilma, seria uma coisa muito monocórdica, os mesmos temas, os mesmos discursos, sem mudar a inflexão.

ABr: É possível distingui-los ideologicamente com nitidez? O governador José Serra diz estar hoje à esquerda do PT.
Werneck Vianna: O Serra tem uma história na esquerda, sem dúvida: foi presidente da UNE [União Nacional dos Estudantes], foi da Ação Popular, mas depois ele foi estabelecendo aliança com os poderosos de São Paulo, da indústria e das finanças. Como a Dilma será candidata da situação e tem os poderosos também na coalizão governamental , inclusive em posição de mando político como ministros, as diferenças não vão se estabelecer por aí. O esforço todo do presidente Lula vai ser comunicar quem é sua candidata e tentar transferir o seu prestígio eleitoral. Essa não é uma operação fácil de fazer, mas é o que ele irá fazer e pode ter sucesso nisso. Não podemos esquecer que ainda tem uma questão embaraçosa no PSDB: se é Serra ou se é Aécio. Isso ainda não foi definido. Não dá para prever nada. Uma coisa é fazer o retrato, a outra será quando isso entrar em movimento. Quem sabe se o Ciro vai cometer mais um destempero verbal na televisão? Quem sabe se um acidente ambiental não possa tornar a candidatura de Marina mais popular e mais visível? Há tantos imponderáveis nessas lutas.

ABr: Teremos, então, a agenda que já está aí.
Werneck Vianna: Sem dúvida. A expansão brasileira, a projeção da economia do país no mercado interno e no mercado externo é monopólio de um grupelho, dos poderosos do agronegócio, das finanças, da grande indústria. Esses é que estão com as cordas. Quando se falava da questão nacional das décadas de 1950 e 1960, se falava da questão do nacional-popular, havia tensão entre o nacional e o popular. Havia luta pela hegemonia na condução da questão nacional. Hoje, a questão nacional está posta sem que o tema da hegemonia seja debatido. A hegemonia é desses grandes potentados. É claro que tudo isso extraordinariamente manobrado de maneira inteligente, ardilosa e sutil pelo presidente Lula, que tem capacidade de empregar todos no mesmo governo, impondo condições. Por exemplo, impõe ao agronegócio a questão ambiental e o convívio com a agricultura familiar. O Lula tem demonstrado uma enorme capacidade de harmonizar contrários e de que a obra desses contrários seja vista como a serviço da nação na sua totalidade. Isso não se faz por muito tempo, nem se consegue criar a ilusão em todos de que aquilo que está sendo feito fundamentalmente para atender alguns esteja atendendo a todos.

ABr: O senhor diz que o PT declinou do papel de herói providencial e se adaptou às circunstâncias. Mas há mudanças, como a subida de 30 milhões de pessoas a um novo patamar de consumo, não?
Werneck Vianna: Sem dúvida, e é uma outra questão. De fato, esse governo foi muito dedicado ao enfrentamento da questão social, mas em determinados limites. Essa harmonização entre os contrários, realizada pelo Lula, é obra que não persistirá no tempo, inclusive porque o tempo do Lula acabou e a Dilma não é vocacionada para realizar isso. O meu ponto principal não é esse, mas de que o desenvolvimento e a questão nacional estão sendo pensados de forma tecnocrática, vertical, de modo assimétrico em relação à vontade da sociedade. A sociedade civil está desmobilizada, e os movimentos sociais foram cooptados. Esse é meu ponto. É político, não é uma questão técnica ou de economia. Os movimentos sociais foram todos trazidos para dentro do Estado.

ABr: O senhor fala da linha de continuidade entre o governo Lula e FHC e de um “abraço” de Lula em Getúlio Vargas. Com quem o governo atual guarda mais coincidências?
Werneck Vianna: Um pouco de cada coisa. Ele foi trazendo tudo para si. O que eu digo é que o repertório da história brasileira, da tradição da República brasileira, foi sendo selecionado e incorporado pelo governo acriticamente. A questão nacional é importante, mas isoladamente, sem a chave democrática e popular, ela pode ser uma questão perigosa. Ela fortalece um Estado isolado da sociedade, uma burguesia dominante e dominadora, a sociedade conhecendo apenas uma vontade. Esse é que o ponto.


*O repórter viaja a convite da Anpocs


Edição: Ênio Vieira

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Pesquisador mexicano conhece trabalho científico no uso da palma

Professor Arnoldo Flores pesquisador mexicano
da Universidade Autônoma de Chapingo

Foto : Adailson Calheiros


Seagri apresenta projeto desenvolvido em Santana do Ipanema e o México pretende incentivar seu uso para a alimentação animal

Diego Barros


Um pesquisador mexicano da Universidade Autônoma de Chapingo esteve na semana passada em Alagoas. Ele veio conhecer um trabalho científico desenvolvido pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri) sobre o uso da palma na alimentação de bovinos.

Ao contrário do que ocorre no Nordeste do Brasil, no México a palma é muito utilizada na alimentação humana. Por isso, o doutor Arnold Hernandez Flores pretende desenvolver um projeto para incentivar a utilização da palma na alimentação de animais naquele país.

Quando esteve em Alagoas, ele foi até Santana do Ipanema, Sertão do Estado, onde conheceu uma pesquisa da Seagri com a palma. Segundo Fernando Gomes, pesquisador da Secretaria que coordena os trabalhos, já há indicações preliminares sobre a variedade mais resistente à cochonilha do carmim — uma praga que atinge a plantação — e a variedade mais resistente às condições adversas ao clima.

“O pesquisador mexicano também aproveitou para conhecer pequenos, médios e grandes criadores de bovinos que utilizam a palma para alimentá-los em larga escala, e ficou impressionado com isso”, conta Fernando Gomes.

Durante a visita, o doutor Arnold Hernandez Flores elaborou um relatório com a ajuda do pesquisador Fernando Gomes, para apresentar na Reunião Nacional de Agropecuária, na Universidade Autônoma de Chapingo, no México.

De acordo com o engenheiro agrônomo Josival Almeida, diretor de Pesquisa da Seagri, os trabalhos científicos desenvolvidos em Alagoas nessa área começam a ser vistos pelas instituições internacionais. “Temos pesquisadores capazes de promover um trabalho que leve ao agricultor familiar condições para produzir alimento na época da seca”, explica Josival.

A pesquisa com a palma forrageira é realizada na Estação Experimental de Santana do Ipanema, e conta com o apoio do zootecnista José Cícero de Oliveira, do biólogo Cícero Fernandes de Brito, e da representante da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Lenilda Austrilino Silva, além da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA).

A palma na culinária — No México, existem cerca de 250 mil hectares plantados com palma. Apenas em Alagoas, há 200 mil hectares utilizados para o cultivo da palma forrageira, e em todo o Brasil existem cerca de 500 mil hectares. No entanto, o México possui a maior quantidade de palma nativa do mundo, ou seja, que existe na natureza sem que tenha sido plantada pelo homem.

Lá, o hábito de se incluir a palma na alimentação humana vem de 6.500 a.C. e ela é considerada como uma hortaliça do deserto. Segundo o engenheiro agrônomo e pesquisador Paulo Suassuna, consultor do Projeto Alagoas com a Palma na Mão, a palma forrageira possui mais vitamina A que o tomate, duas vezes mais cálcio que a couve, e duas vezes mais ferro que a vagem.

“No preparo de pratos, a palma aceita combinações com laranja, abacaxi, limão ou menta”, afirma Suassuna. Ainda segundo ele, a palma serve de base para a produção de compotas, doces, marmeladas e sorvetes. “Outro segmento de mercado que pode aproveitar a palma é o de cosméticos, para a produção de xampu, condicionador, cremes, gel e loções”, assinala Suassuna.

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