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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Países produtores discutem políticas econômicas do cacau


Foto:Picasa


Os sistemas de comércio e produção de cacau diferem entre os países produtores. Alcançar uma postura mais harmônica nas políticas nacionais, para o mercado mundial é o foco do 1º Workshop Internacional sobre Políticas de Cacau, que se realiza de 15 a 19 de junho, em Salvador/BA. A promoção é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Aliança dos Países Produtores de Cacau (Copal, sigla em inglês).


A Copal é um órgão intergovernamental, criado em 1962 para defender os interesses dos países que produzem cacau, integrado por Camarões, Costa do Marfim, República Dominicana, Gabão, Malásia, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Togo e Brasil. Juntos, os países produzem 2,4 milhões de toneladas ao ano, sendo a Costa do Marfim responsável por 40% da produção. O Brasil, com 6%, ocupa a quinta posição do ranking mundial.


Os países membros da Copal representam, aproximadamente, 75% da produção mundial e fazem a gestão das políticas e estratégias de forma diferenciada. No encontro, será possível discutir um sistema compatível entre eles e coordenar políticas comuns. Com isso, poderão assumir uma postura mais homogênea nas negociações do novo Acordo Internacional do Cacau (AIC). Na última negociação, em 2001, foi estipulado que os países exportadores poderiam coordenar suas políticas de produção para equilibrar o mercado.


O diretor da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Jay Wallace da Silva e Mota, explica que os problemas que afetaram a economia cacaueira mundial, já foram identificados e solucionados ao longo de vários anos. O desafio do evento é harmonizar as políticas nacionais, e assim, reunir informações para coordenar e avançar coletivamente no mercado mundial.


Economia - Nos últimos anos, a produção de cacau tem apresentado pequenos déficits em relação ao consumo. Entretanto, os estoques disponíveis giram em torno de 40%, ou seja, a tendência é a elevação dos preços no mercado mundial. Na cotação da Bolsa de Nova York , atualmente o cacau situa-se em torno de US$ 2,6 mil a tonelada.


No Brasil, o agronegócio do cacau reúne mais de 47 mil propriedades da Bahia, Pará, Rondônia e Espírito Santo. Em 2008, o País produziu 160 mil toneladas, rendimento médio de 326 quilos por hectare. A produção nacional não atende da demanda do mercado interno e, em 2007, o Brasil importou 74 mil toneladas.


PAC - O governo federal lançou, em 2008, o Plano de Aceleração do Desenvolvimento do Agronegócio na Região Cacaueira do Estado Bahia (PAC do Cacau). Em oito anos, a previsão é que sejam investidos R$ 2 bilhões, sendo R$ 360 milhões para a recuperação e revitalização da cacauicultura. Serão recuperados e modernizados 150 mil hectares de cacau, adotando manejos para controle efetivo da vassoura-de-bruxa.

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Crise internacional e problemas climáticos devem reduzir a renda agrícola em 3,8% neste ano


Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A renda agrícola de 2009 deve ficar em torno de R$ 155,2 bilhões. A estimativa, divulgada hoje pelo Ministério da Agricultura, é baseada nos levantamentos da safra feitos em maio e mostram redução de 3,8% em relação a 2008, quando ficou em R$ 161,39 bilhões. Se confirmada, a queda será a segunda maior renda registrada desde quando teve início a série estatística, em 1997.

Segundo o coordenador-geral de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques, a queda de renda se devem a uma combinação de fatores: excesso de chuvas no Nordeste; secas e geadas no Sul e Sudeste; e estiagem e falta de investimentos privados no Centro-Oeste. O investimento menor está relacionado à crise financeira internacional que afetou as tradings (empresas que financiam os produtores).

Apenas a Região Norte deve apresentar crescimento de renda de 8,1%, influenciado principalmente pela valorização das lavouras de mandioca e banana no Acre, Amazonas e Tocantins, que também se beneficiou com a valorização da soja. No Nordeste, a redução de rendimento pode ficar em 3,4%. As maiores quedas devem ocorrer nos estados do Sudeste (-6,1%), Centro-Oeste (-10,9%) e Sul (-11%).

Entre os produtos que tiveram maior aumento de renda estão a uva (202,7%), o cacau (19,7%), o arroz (17,7%), a mandioca (14,6%), o amendoim (11,1%), a cana-de-açúcar (9,8%); a batata inglesa (8%) e a laranja (3,1%). Já entre os que perderam renda os destaques são o milho (-28,1 %), o algodão herbáceo (-27,6%), o trigo (-18,5%), o café (-14 %), a cebola (-14,2%), o feijão (-16,4%), fumo (-4,4%) e a soja (-2,1%)

Edição: Enio Vieira.

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Conab divulga levantamento da safra de grãos

Foto: Elza Fiúza/Arquivo ABr

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulga hoje (8) o 9º levantamento da safra de grãos. Os números da pesquisa foram colhidos por 72 técnicos que realizaram trabalho de campo em todos os estados produtores entre os dias 18 e 22 de maio. A apresentação será feita pelo presidente da estatal, Wagner Rossi, e o diretor de Política Agrícola, Silvio Porto, às 11h, na sede da Conab, em Brasília.

Como a colheita de soja foi concluída e a de milho primeira safra está em fase final, o resultado apresentado deve ficar muito próximo do valor final a ser verificado no fechamento da safra 2008/2009. Soja e milho representam cerca de 80% da produção nacional de grãos.

Segundo a Conab, este levantamento mostrará as consequências da seca no Sul e do excesso de chuvas em algumas áreas do Nordeste sobre as lavouras de grãos. A safra de grãos foi estimada em 136,59 milhões de toneladas no último levantamento, anunciado no mês passado. Na safra 2008/2009, a maior já registrada, foram colhidos 144 milhões de toneladas de grãos.

Além da safra de grãos, a Conab anunciará a quantidade de café colhido na safra 2008 que estava estocada em armazéns privados até 31 de março.



Edição: Graça Adjuto

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

IBGE: produção industrial cresce em sete das 14 regiões pesquisadas


Foto: Arquivo ABr

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A produção industrial em abril, na comparação com o resultado de março, cresceu em sete das 14 regiões incluídas na Pesquisa Industrial Regional Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados divulgados hoje (4) mostram que o destaque foi a indústria do Espírito Santo, com alta de 7,1%. Em seguida, vêm as de Goiás e do Rio Grande do Sul (ambas com expansão de 2,3%) e a do Ceará (1,7%). Nesses locais, os índices superaram a média nacional, que no período ficou em 1,1%.

O levantamento do IBGE indica crescimento ainda nas produções de São Paulo (1%), Minas Gerais (0,6%) e Santa Catarina (0,5%). Por outro lado, houve queda na produção industrial de março para abril na Bahia (-11%), no Nordeste (-5,1%), Amazonas (-5%), Pará (-3,6%), em Pernambuco (-3,5%), no Rio de Janeiro (-0,5%) e Paraná (-0,1%).

Já na comparação com o mês de abril do ano passado, a produção industrial caiu em todas as 14 regiões analisadas. As quedas mais acentuadas foram verificadas no Espírito Santo (-26,7%), em Minas Gerais (-21,6%), no Amazonas (-21,1%) e na Bahia (-20,4%). Os locais que registraram recuos menos intensos do que a média nacional (-14,8%) foram: Paraná (-2,8%), Ceará (-2,9%), Rio de Janeiro (-3,9%) e Goiás (-4,2%).

O documento do IBGE destaca que, além da elevada base de comparação, o resultado foi influenciado pelo fato de o mês de abril de 2009 contar com um dia útil a menos do que o mesmo mês do ano anterior.

De acordo com a pesquisa do IBGE, no primeiro quadrimestre do ano (de janeiro a abril) houve recuo e perda de ritmo em relação ao mesmo período de 2008 na produção industrial de todas as 14 regiões investigadas.


Edição: Juliana Andrade

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Ibama faz soltura de pássaros e animais e expõe coleção de orquídeas

Mudas serão distribuídas ao público durante toda a Semana do Meio Ambiente

Assessoria/ Semarh

Divulgação

Divulgação

Público poderá conferir exposição de orquídeas na sede do Ibama

A participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) reforça a Semana Integrada do Meio Ambiente, que será aberta na terça-feira, 2 de junho, no Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa).

Complementando as ações conjuntas, o Ibama preparou uma série de atividades específicas, a começar pela tradicional soltura de animais que vai acontecer na próxima quarta-feira, dia 3, na Fazenda Santa Terezinha, em Atalaia, onde ainda subsistem importantes coleções de mata atlântica.

Outra atividade que despertará interesse será a distribuição de mudas ao público, que acontecerá durante toda a Semana do Meio Ambiente, na sede central do Ibama Alagoas, localizada na Avenida Fernandes Lima.

Ainda no dia 3 de junho, também na sede do órgão, será organizado um encontro para secretários municipais do Meio Ambiente, que debaterão o tema da descentralização da política ambiental e fiscalização dos crimes e violações da legislação ambiental, com palestras de Rosângela Sá de Oliveira e Sheila Tavares.

Também será aberta ao público uma exposição de orquídeas e bromélias, uma iniciativa do Ibama em parceria com a Associação dos Orquidários representados por Quitéria Tavares. Os exemplares das orquídeas e bromélias estarão expostos durante o horário comercial, das 8h às 18h, também no próprio Ibama.

Fonte:Agência Alagoas
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